domingo, 25 de abril de 2010

Você cresce não tem mais bochechas fofas, não é mais a queridinha da vovó, não é mais a princesinha do papai e até o pobre do bicho papão te abandona. Você perde os amigos imaginários, não vive mais cercada de pessoas que sorriem pra ti, que querem te mimar e fazer tuas vontades. Você não pode mais simplesmente chorar pra não ir à escola, não pode mais morder as professoras quando se irrita e nem ser mal educada e der desculpas de que é muito criança pra entender que certas palavras magoam. Ninguém mais limpa suas lágrimas e te põe pra dormir dando beijinho na testa. Você perde todas as regalias e passa a ser responsável pelo que cativou. Você não brinca mais de boneca, você não têm mais elas pra destruir e pintar cabelos. Todos os seus lápis de cera e brinquedos sumiram e deram lugar a grandes e grossos livros. Você cresce você ERRA, você APRENDE, você ganha e você PERDE.

domingo, 18 de abril de 2010


Talves o segredo não seja correr atrás da pessoa perfeita, e sim deixar que ela venha até você. Talvez os destinos estejam traçados, mas não se encontrem hoje, amanhã ou depois de amanhã. Pode ser que aquele casamento não seja tão perfeito assim. Quem sabe não trocamos o dia pela noite, quem sabe não passamos a preferir o preto ao branco, quem sabe amanhã tudo o que você conhece deixe de existir ou se multiplique? Porque não importa o qual o tamanho da desgraça em sua vida, e sim o que você fez para mudá-la. São as suas atitudes que fazem diferença, são suas escolhas e seus gostos que definem quem você realmente é. O impossível não existe, até porque com o passar dos dias os homens se surpreendem com várias coisas que eles mesmos julgavam ser impossíveis. O quanto você sabe sobre a vida e sobre o mundo para determinar o que é possível e o que não é? Não o bastante, não o suficiente. Então, acredite em seus sonhos, se você não acreditar, quem irá?

sábado, 17 de abril de 2010

Medo de amar


Não quis escrever sobre o namoro entre duas pessoas, entre dois amantes novos ou antigos, tive vontade de escrever sobre o medo que impede você de amar...O medo é como um dragão, fantástico em seu poder de destruição e mágico pelos segredos e lendas que o rodeiam. Ele é paralisante, quando permitimos, alimentando nosso presente com as decepções do passado.Há vários tipos de medo, mas este em especial impede a criação de vínculos reais entre duas pessoas e uma entrega autêntica na relação. Este medo faz do compartilhar a vida e a intimidade com alguém algo por demais temido.Na realidade, acredito que por trás do medo de amar está o medo maior de sofrer, de ser rejeitado em algum momento, de ser abandonado, ou seja, por medo de não sermos amados não amamos!Mas, será que vale a pena esta couraça? Será que vale a pena não montar um cavalo e sentir as emoções do passeio? Será que vale a pena se prender ao medo de encontrar o dragão da rejeição?A vida será sempre um risco e nela encontraremos e perderemos. Não há como evitar. Se é assim, por que não viver disponível para amar, mesmo que sofrimentos tenhamos tido no passado? Com certeza, o que se viveu está em nossa bagagem e já não somos tão inocentes, ou pelo menos, não o deveríamos ser.Assim como dragões habitam o mundo do imaginário, o medo de que poderemos sofrer, se ousarmos ficar disponíveis para amar, também é uma fantasia, já que pertence a um futuro.

Não basta o compromisso vale mais o coração .

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Mais angustiada do que o normal, cansada dos velhos rostos, dos velhos lugares, das velhas frases desgastadas como um velho Jeans.A cabeça a rodar, só uma coisa me vinha a cabeça: tinha de ir embora dali.Pensei em todas as pessoas que eu amava, pensei no quanto sofreriam ao reparar que ela tinha ido embora, já não interessava. O desejo de travar um novo caminho, com novas descobertas, novos sentimentos, o desejo de desbravar o desconhecido, o desejo de ser livre, falava mais alto do que todos os sentimentos que carregava dentro de si. Minha alma estava velha, e ela precisava rejuvenescer, precisava viver, estava cansada de estar morta, estava cansada de tentar respirar, ela só queria viver em paz.E se a felicidade estava longe dali, então ela percorreria o caminho que fosse preciso, e carregaria sempre o seu lar dentro do coração.Porque Deus daria asas a um anjo se o seu destino não fosse o de voar? Porque Deus daria a liberdade de um oceano se a água não fosse o seu lar? então chega a hora que o espetáculo acaba, as luzes se apagam, o público vai embora e você fica ali. Então você vê todas as pessoas indo embora e não consegue fazê-las parar. Então se depara com todos chorando em tua volta, tentas gritar, tentas dizer que tudo estás, que tu estás bem. Mas ninguém te ouve. Então tentas, desesperademente, abraçar alguém, começas a gritar como se a vida terminasse ali, mas ninguém te escutas. Percebes, então, que não há mais o toque, não há o contato físico, que tudo acabastes. Olhas para o lado e entendes que não adianta gritos, atos, nada, porque a vida terminastes para ti. Mas agora compreendes que de algum lugar poderás cuidar de quem amas, de quem tu queres o bem e mais que tudo, podes entender o valor de amar, que aonde quer que estejas, você protegerá os teus amores, os quem sempre estiveras contigo. A morte é um momento de superação de ambas as partes, onde os relacionamentos se tornam extreitamente emocional e mesmo com o tempo as lembranças não se apagam e o amor não se estremece.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sabe quando você era garotinha e acreditava em contos de fadas? Aquela fantasia de como sua vida seria -o vestidinho branco,o Príncipe Encantado que iria te carregar até o castelo. Você se deitava na cama à noite, fechava os olhos e acreditava piamente em tudo. No Papai Noel, na Fada dos Dentes, no Príncipe Encantado - eles tavam tão perto de você que dava para sentir o gostinho deles. Mas aí você cresce e um dia você abre os olhos e o conto de fadas desaparece. A maioria das pessoas acabam então se dedicando às coisas e às pessoas em que confiam. Mas o lance é que é difícil se desprender totalmente de um conto de fadas porque quase todo mundo tem um tiquinho de fé e esperança que uma dia eles vão abrir os olhos e tudo aquilo vai se tornar realidade.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DAR NÃO É FAZER AMOR


Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.Mas dar é bom pra cacete.Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...Te chama de nomes que eu não escreveria...Não te vira com delicadeza...Não sente vergonha de ritmos animais.Dar é bom.Melhor do que dar, só dar por dar.Dar sem querer casar....Sem querer apresentar pra mãe...Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...Te amolece o gingado... Te molha o instinto.Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.Dar é bom, na hora.Durante um mês.Para os mais desavisados, talvez anos.Mas dar é dar demais e ficar vazio.Dar é não ganhar.É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra daro primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:"Que que cê acha amor?". É não ter companhia garantida para viajar.É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.Dar é não querer dormir encaixadinho...É não ter alguém para ouvir seus dengos...Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.Esse sim é o maior tesão.Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.Experimente ser amado..

domingo, 4 de abril de 2010


A verdade é que as pessoas vão embora. Algumas voltam, mas a grande maioria não. Não voltam e, por bem ou mal, temos que nos acostumar com isso. Acabamos substituindo. Acabamos esquecendo. Por mais que algum dia tenhamos jurado no “pra sempre”, as pessoas vão embora. Vão embora e seguem suas vidas. Vão embora e esquecem. Vão embora e mudam. E há a saudade, que é a pior parte. A saudade que machuca e que faz com que tudo seja mais difícil. A saudade que faz lembrar que havia alguém, mas que agora não há mais. E tudo acaba como um dia começou.